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contrafluxo: 5 reconexões com o papel

19.05.17

 #contrafluxo #escrita #livros



Se você é do time que ama cheiro de livro novo, caderno fechado e jornal de manhã com café, esse post é pra você. Listamos aqui 5 maneiras de praticar a reconexão com o impresso e, por aqui, as telas de cristal líquido não tem vez. É escrita na mão, é reconexão! Um salve ao papel! 
 

 
1) Feiras de impresso / publicações independentes 
adoro! indica: Feira Tijuana 
Frequentar as feiras de impresso é uma das maneiras mais eficazes e mais deliciosas de se reconectar com o papel! Primeiro porque você ajuda quem está se dedicando a produzir a arte do impresso no Brasil (um beijo especial pras mini editoras que resgatam esta conexão ) e segundo porque você compartilha esse interesse com outras pessoas, que estão ali frequentando o mesmo rolê. Um dos maiores exemplos do sucesso dessas feiras é a Plana,  que começou pequenina em 2013 no MIS-SP e que esse ano chegou gigante à Bienal de São Paulo, com mais de 200 expositores. Outra grande feira de impressos é a Tijuana, idealizada pela Galeria Vermelho. Ela é a primeira feira de livros de artista no Brasil e foi inaugurada em 2009, a partir de uma parceria com o Centre National de L’Édition et de L’Art Imprimé (CNEAI, França). 


2) Agulha
Se você acompanha o adoro!, já deve ter visto a gente falar da Agulha por aqui, lá em janeiro. A Agulha é  um calendário colaborativo de arte/cultura, fruto da parceria entre coletivos independentes, eventos, agentes e espaços autônomos de cultura do Rio de Janeiro, com distribuição mensal e gratuita. A agulha resgata aquela sensação gostosa de se ler um jornal que converse com o nosso público, trazendo conteúdo, entrevistas, charges, a visão dos coletivos que produzem cultura na cidade, poesia e, é claro, a agenda do mês. É uma forma, impressa, física, que têm registrado e discutido, como um almanaque ou jornal, os movimentos independentes da cultura carioca. A Agulha é distribuída gratuitamente e mensalmente em pontos como o Colaboratório da ESDI, a Livraria da Travessa de Botafogo, o Teatro Ipanema e a Arena Dicró, na zona norte da cidade. Pra ficar por dentro das novidades da publicação, acompanhe a Agulha no facebook ou no site 


 
3) MECAJournal
O MECA Journal é o jornal impresso da galera do MECALove, e a gente já falou muito sobre o pessoal do Meca por aqui. Com o conceito de ser “a maior menor plataforma do mundo”, o MECA deixa de ser somente um festival de música pra se tornar uma plataforma de cultura. “Produzimos os eventos que a gente gostaria de ir. Geramos o conteúdo que a gente gostaria de consumir. Construímos os lugares que a gente gostaria de frequentar. Criamos os produtos que a gente gostaria de comprar. Investimos nos negócios que a gente gostaria de participar. Aproximamos as  pessoas com quem a gente gostaria de conviver. Conectamos as marcas que a gente gostaria de trabalhar. Simples assim.” E, simples assim, a gente também pode ter acesso todos os meses a esse conteúdo tão especial, criado pelo pessoal do Meca, de forma impressa, física e gratuita. O MECAJournal é distribuído em diferentes lugares entre São Paulo, Rio, Minas Gerais e Porto Alegre, e você pode acompanhar tudo sobre aqui


 
4) Caju Cadernos
Uma das maneiras mais simples e mais lindas de se reconectar com o papel é ter um caderno. E fica ainda mais legal quando esse caderno é feito à mão, como no Caju Cadernos, marca comandada pelo casal Joana e Lucas. A Caju funciona assim: você pensa em um tema, imagem, capa e encomenda o seu caju pelo e-mail cajucadernos@gmail.com. As entregas no Rio de Janeiro são sempre feitas ao final de cada mês, e vale lembrar que o processo é todo artesanal, desde a encadernação até a ilustra da capa. "Por um mundo sem pauta: desenhos, aquarelas, acrílicas, poemas, canções, mapas&receitas." é o lema da Caju. É ou não é uma conexão daquelas? Pra saber sobre, clique aqui.


 
5)  Desmanual da escrita / Caderno buena onda, por Go Writers!
O Go Writers! já é — dentro da reconexão com o papel — um capítulo à parte. Pra quem ainda não conhece, o Go Writers! é uma escola itinerante com cursos livres de criação e escrita, onde a palavra é a matéria prima e o coração é deslocado pras pontinhas dos dedos. E é dentro desse clima de amor às palavras que a criadora do Go Writers!, Cris Lisbôa, teve a ideia de fazer um clube da escrita e, a partir dele, nascer o "Desmanual da escrita", que, segundo a Cris e o Paulinho da Viola,  "Serve, antes de tudo, para aliviar o peso das palavras. Que ninguém é de pedra.” O caderno buena onda traz cento e poucas páginas de um convite: transformar em palavra toda lágrima, alegria e todo o amor que nos modificou  O desmanual promete mapas de saída da inércia, sugestões de leituras, dicas pra colocar planos em prática, exercícios de escrita, auto-conhecimento e jeitos possíveis de atribuir palavras às experiências, pra criar significado e representação. O caderno tem intervenções manuais e é acompanhado de detalhes surpresa, como adesivos, bilhetes coloridos, saquinhos de pipoca e folhas de livro carimbadas com amor. É ou não é um dos melhores jeitos de praticar a retomada do papel e do amor ao impresso? 

Amanhã tem mais #contrafluxo por aqui. Não vai perder, hein? 

 
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