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Galeria - Cassino

14.12.17

 #galeria

Nem tudo que reluz é ouro e nem sempre purpurina é festa, mas com certeza o brilho dourado que reluz do falso ouro de plástico que nos chama pra dança e alegria desabotoa sempre uma memória festiva e glamourosa, mesmo que nostálgica. E não poderia ser de outro jeito que o salão que costumava ser o mais alegre e vibrante do Rio volta à cena da cidade. Palco que abrigou Carmem Miranda, a aristocracia, malandros e boêmios que faziam do Rio de Janeiro o lugar mais quente do mundo dos anos dourados, as ruínas do Teatro do antigo Cassino da Urca ganham vida e brilho com uma camada de arte. Na intervenção do artista Heleno Bernardi, que ocupa o salão do prédio histórico que hoje abriga o IED - Rio, o que era memória, concreto e pó volta a trazer contemplação e deslumbre, como as moedas que tilintavam entre as apostas, os sorrisos das vedetes e os figurinos brilhantes que circulavam por lá. A obra fica exposta até o dia 20 de dezembro, e nós recomendamos essa viagem no tempo bonita e multi-sensorial. Afinal, a arte reluz! 
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