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guerrilheiras da arte

02.11.17

 #guerilla girls



Eram os anos 80 e todo mundo sabia na ponta da língua os nomes dos artistas do momento, Andy Warhol, Keith Harring, Basquiat... nos Museus artistas mais clássicos formavam filas, nas Galerias de arte outros artistas vendiam milhões, o que havia em comum entre todos eles? Eram todos homens. 



E não era uma novidade do momento, há séculos as mulheres viviam nas sombras das artes, relegadas ao papel de musas, assistentes e esposas, as artistas ocupavam pouco ou nenhum espaço nas instituições de arte e nem mesmo no mercado comercial, e as poucas que conseguiam algum sucesso eram consideradas uma raridade, como Tarsila do Amaral, Georgia O'Keeffe e Louise Bourgeois.



Já estava na hora de algo ser dito e feito quando pintaram no cenário as Guerilla Girls, um coletivo de intrépidas artistas anônimas que se escondiam por trás das máscaras de gorila pra denunciar o sexismo e o combater o preconceito étnico e de gênero no mundo das artes.



As meninas saiam por aí distribuindo cartazes divertidos questionando a falta de diversidade, apontando os erros, fazendo cálculos e dando nomes aos bois. Como um trator feminista à serviço de uma causa que pedia mudanças e de um mercado que precisava de renovação. E continua precisando!



Sorte a nossa que as Guerrilla Girls continuam atuando, firmes, fortes e incríveis 32 anos depois, e sua arte agora podem ser vistas por aqui numa super retrospectiva que reúne cerca de 116 obras cheias de humor e atrevimento reunidas pelo MASP, onde o coletivo também fez uma intervenção



Vale a visita pra sentir a vibe, refletir e se divertir com o ativismo artístico dessas mulheres, e de muitas outras, de todas que ainda virão depois que essas guerrilheiras do bem abriram os olhos do mundo, e mostraram que lugar de mulher é no museu! 
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