em 

TODO O SITE  

Inhame Inhame, humm!

16.01.18

 #inhame inhame



Um casal, alguns sabores que não saíam da memória e uma ideia. Ah sim, e um certo tédio da rotina que as vezes parece engolir a gente, e a vontade de dar aquele sacode gostoso e abraçar alguma coisa que nos mova e faça os olhinhos brilhar de paixão.

O "Inhame Inhame" nasceu como boa parte das coisas com onda boa que começam a se espalhar pelo Rio, uma vontadezinha que flui a partir do primeiro impulso, e depois toma fôlego até ficar maior que a própria ideia. Pois o "Pop Up lanche" ou o "fast food asiático" comandado por Beatriz Sonoda Falcão e o namorado Lucas de Paiva foi acontecendo, e por ser tão delicioso como o nome sugere, hoje em dia já carrega seguidores por lugares e eventos atrás dos quitutes orientais.



Como nasceu a ideia?
O Inhame inhame nasceu da junção da fome com a vontade de comer, basicamente. Lucas, meu boy, morou no Japão e em outros cantos da Ásia, e eu sou japonesa, nissei, mas mal conheci meu avô (parte de mãe, todo mundo pergunta a procedência quando você é asiático, nunca entendi). Lucas ficava me falando das coisas que ele comia, do quanto sentia falta e eu perguntei: por que a gente não faz? Os jantares lá em casa foram ficando cada vez maiores até que resolvemos sair do armário. Tudo isso aconteceu enquanto eu era uma assistente de estilo entediada, então comecei a ter uma vida dupla onde eu falava "Ah, dia X não vou poder vir... tenho um compromisso". Eu tinha um chefe muito maravilhoso que virou amigo e me deu total apoio. Acho que muita coisa na minha melhorou quando eu comecei a trabalhar com as mãos, e colocar em prática todas as minhas capacidades. Eu fiz design gráfico, trabalhei como compradora, vendedora de loja, produtora, jornalista e estilista. Sou muito dona da minha direção então isso me refresca sempre.



O Inhame Inhame tem influências familiares, você cozinha desde pequena?
O saber vem de prestar atenção nas minhas avós, nas amigas da minha mãe que cozinhavam. Eu sempre achei uma parada meio mística, meio cientista você entender a natureza físico química dos alimentos entender os preparos de cada coisa, os pontos. Mas comecei a cozinhar abertamente quando fui morar sozinha, que é quando você tem um orçamento próprio, uma agenda e tudo mais.

Aliás, esse nome delicioso, remete a comida confortável e gostosa, mas também um alimento que a gente relaciona muito ao Brasil, sua cozinha também brinca com essa mistura?
Falando do Inhame inhame (eu também amo esse nome!), pedi permissão a Sonia Hirsch, famosa escritora de alimentação macrobiótica brasileira. Quando falei do projeto, uma amiga me avisou que existia esse livro e toda o material dela é bem legal, vale super a pena conhecer o trabalho. Falando sobre o inhame, o nosso carro chefe, o okonomiyaki (pizza japonesa como é conhecido no Brasil), no começo até levava inhame na massa, que substituiria o nagaimo da receita original, mas aí descobrimos o cará. Só que no Nordeste, inhame é cará e cará é inhame... tudo em casa!


 
Você passou um tempo no Japão e agora mergulha num período na Thailândia, onde mais foi buscar ideias?
Nossas referências são sempre asiáticas, os ingredientes podem ser adaptados, mas o sabor é sempre bem fiel. Existe todo um movimento da gastronomia em direção ao oriental, o que eu acho bacana, porque não sou formada, então a gastronomia francesa sempre me assustou. Mas no oriental a comida pode ser muito sensorial, muito ligada a textura, muito fresca. Quanto as ideias para os pratos vem de todos os lugares, afinal de contas, aprendi na internet também, mas sempre mudamos. Levo sempre em consideração o clima, o público que vamos atender, a logística, a sazonalidade.





A dupla anda em tour pela Thailandia, e promete voltar com novos temperos na manga pra arrasar em eventos pela Colab, Void, Comuna, por aí... então não marca bobeira e fica de olho na página do Face pra logo poder exclamar Inhame Inhame! 
 
TOPO