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Mestre Cervejeira

24.07.17

Dona de um dos novos bares mais charmosos de Santa Teresa, o Bar do Bonde, Cristina Almeida – mas pode chamar de Cretz – começou a fazer cerveja em 2014, quando um amigo da faculdade que já estava pirando no assunto conseguiu convencer a moça de que o processo tinha tudo a ver com ela, e que eles – bons bebedores – iam se divertir bastante produzindo juntos.

Cretz, que é geóloga de formação, fez o primeiro curso em Guapimirim, com o professor João Veiga, fundador da ACervA Carioca (Associação dos Cervejeiros Artesanais Cariocas). Daí ficou tudo meio que no papel durante um ano, enquanto ela terminava uma pós-graduação e trabalhava muito numa multinacional de Óleo e Gás, até é o dia em que ela fez a sua primeira brassagem, que é como o pessoal do meio chama a etapa em que se mistura o malte com a água e se faz o cozimento da mistura que depois vai virar cerveja. “Eu tava muito cansada, não tinha saco pra mais nada, aí comecei a fazer cerveja e virei uma tarada, viciei mesmo. Só no primeiro ano eu fiz 27 brassagens, minha casa virou uma loucura de equipamentos, e eu virei a rainha da gambiarra. Todo cervejeiro é um pouco rei da gambiarra.”



Da vida acadêmica veio o gosto por estudar, e da personalidade falante e boêmia da Cretz veio a bagagem necessária pra criar os rótulos, as histórias e as composições de suas cervejas. Não demorou muito pro professor sugerir que ela entrasse em um concurso, e não demorou pra que ela ganhasse o primeiro, que foi no evento anual das ACervAs, com uma cerveja que ela inventou pro casamento de um casal de amigos. “Geralmente eu faço a cerveja de trás pra frente. Penso no resultado final, em como eu quero que ela fique, e aí vou pensando nos ingredientes. Nesse caso eu só queria fazer uma cerveja muito boa. Foi muito legal ganhar, porque dá uma visibilidade, ainda mais eu sendo mulher. Eram 39 concorrentes nesse estilo!”

A gente também ama ver minas ocupando espaços que costumam ser exclusivos de homens, e nos apaixonamos pela Cretz e pelo Bar do Bonde justamente num evento super #girlpower que ela organiza por lá, o Let’s make love tonight, que já está indo pra quarta edição. O evento é todo trabalhado no trocadilho e no prazer feminino. As meninas do sex shop The L Vibe “armam a barraca” no andar de cima, pra receber as moças com mais privacidade, o DJ Demonho “toca uma” pra geral e a escada do bar vira uma escada “rolante”, risos. No cardápio, iguarias como caldo de piranha e a cerveja que nos fez cair de amores, a Afrodite, que tem uma coloração rosada por conta da adição de hibisco, mas é amarguinha e não doce
como a cor pode sugerir. Cristina inventou uma categoria nova pra Afrodite, que é descrita como uma “Sexy Ale”. #amamos



Crédito da foto: Gustavo Priebe 

Aliás, organizar eventos incríveis é o que o Bar do Bonde faz de melhor – isso e os Patacones, uns discos de banana da terra fritos que acompanham dois tipos de carne assada e um vinagrete de cebola roxa que meu deus!



Crédito da foto: Gustavo Priebe 

Cretz e seus dois sócios, o Merenda e o João, são daqueles donos de bar que realmente curtem a coisa. Estão sempre por ali recebendo as pessoas e inventando os eventos que gostariam de frequentar. Além do Let’s make love tonight, todo sábado tem banda de Jazz, a casa tem um toca discos e um acervo grande de vinis que podem ser pedidos pelos frequentadores (já teve até quem levasse o próprio vinil), e rola ainda de vez em quando um  show com as drags Sara e Nina, que eles organizam em parceria com as outras casas incríveis da calçada 1458 da Rua Almirante Alexandrino, a Marcê e a Santa Pizza. E tem mais: o Bar do Bonde está fazendo um ano e vai expandir o seu já incrível cardápio (comam os Patacones, sério, e provem também a feijoada, que é feita com feijão vermelho e surpreende muito).



A próxima festa vai ser temática de Breaking Bad (!!!!) e a Cristina está bolando uma cerveja azul. Apenas imaginem.

Convida a gente, Cretz!
[O Bar do Bonde fica na Rua Almirante Alexandrino, 1458, em Santa. Abre de Quinta a Sábado
só de noite (a partir das 18h) e Domingo o dia todo (a partir das 13h)]

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