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mete a colher

16.05.17

 #aplicativo #mete a colher



Cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos no Brasil, mas 91% dos homens dizem considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”. Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”, e o parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados. Cerca de seis em cada sete mulheres (84%) e homens (85%) já ouviram falar da Lei Maria da Penha, e aproximadamente quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) têm uma percepção positiva da mesma.

O Mete a Colher é uma rede de apoio que conecta mulheres que sofrem violência - seja a partir do abuso físico, emocional ou psicológico dos relacionamentos abusivos - com outras mulheres dispostas a ajudar, criando uma relação de sororidade transformadora.


Idealizado somente por manas empreendedoras pernambucanas, Carol Cani, Aline Silveira, Renata Albertim, Thaísa Queiroz e Lhaís Rodrigues, o projeto finalmente vai se transformar em app e tem como objetivo dar apoio a mulheres que sofrem esse tipo de violência.

Pra arrecadar fundos suficientes e tirar o aplicativo do papel, o Mete a Colher participou de uma campanha de financiamento coletivo com o apoio do Benfeitoria, do Think Olga e da ONU Mulheres Brasil: “Foram quase 50 dias para arrecadar a verba necessária ao desenvolvimento do aplicativo (R$ 45 mil) e, felizmente, conseguimos”, completa Renata.
A principal informação que emergiu das pesquisas realizadas pela equipe foi que, na maioria das vezes, as mulheres que vivem em relacionamentos abusivos precisam apenas desabafar sobre a sua situação com pessoas dispostas a escutar, sem julgamentos, e com muita sororidade e empatia

Por isso, o app Mete a Colher é todo baseado em conversas, com uma lógica parecida com outros aplicativos de conversa como o Whatsapp e o Facebook Messenger. Apenas mulheres vão fazer parte da rede e, pra acessá-lo, será necessário o cadastro através do perfil do Facebook das usuárias. Além disso, e pra manter a segurança de todas, haverá também a opção de ter um código de acesso ao app e mensagens criptografadas, que se apagam depois de um tempo, e que deixam quase impossível o acesso de terceiros às conversas.
 

Assim que acessar o aplicativo, a usuária pode oferecer ou pedir ajuda: “Caso ela precise de ajuda, será necessário apenas digitar seu relato ou enviar um áudio solicitando. Na central de controle do aplicativo, vamos adicionar tags especificando que tipo de ajuda a mulher precisa, e o pedido será direcionado para as mulheres que podem ajudar”, comenta Carol.

A usuária que entrar no app para ajudar poderá marcar também as categorias em que quer oferecer ajuda: apoio psicológico, ajuda jurídica ou inserção no mercado de trabalho. “Nessa última categoria algumas empresas vão poder se cadastrar também”, explica Thaísa. Todas as ajudas terão a conversa como forma de interação.


Quando pronto, o aplicativo estará disponível gratuitamente nas plataformas Android e IOS. “A previsão é que esteja acessível até o meio desse ano. Enquanto isso, as mulheres que precisarem de ajuda podem buscar a gente via Facebook”, finaliza Aline. 

A gente amou tanto essa iniciativa! 
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