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natália matos e seu sol

21.06.17

 #natália matos #sotaque de belém



Natália Matos é voz doce que ecoa na cena musical local e nacional. Pra mim, é ainda mais impactante ouví-la porque somos amigas de infância. Lembro de ter sido platéia única de algumas das suas aulas de canto na varanda. A varanda virou um palco, e a plateia e o sonho cresceram. Lindo de ver!


Natália é formada em arquitetura, morou alguns anos em SP e, durante a montagem de uma exposição da Elis Regina do escritório em que trabalhava, percebeu que queria mesmo era viver do que a transcendia: a música e os palcos. Cortou o cabelo curtinho e decidiu investir na sua carreira. Voltou pra cidade natal, Belém, pra reencontrar suas raízes e construir sua identidade musical e aqui ficou.

Lançou seu primeiro disco com o apoio da Natura musical, fez parceria com Zeca Baleiro, cantou composições de Dona Onette, Almirzinho, Felipe Cordeiro, entre outros grandes artistas locais. De lá até aqui, passou pelo casulo criativo de auto-observação e construção e retorna aos palcos madura, em um CD totalmente autoral. Na sala da minha casa, conversamos sobre o processo de criação desse álbum. Natália disse que tá em uma fase otimista e positiva, e não à toa, o nome do seu novo single é “Sol”. 


“Sol” foi gravado pela Marahú filmes, em construções históricas de Belém. Natália esteve mergulhada integralmente no desenvolvimento, inclusive até desenhou o próprio figurino. Ah! E eu colaborei viu? Desenvolvi as joias que ela usou no clipe, olha só! 
 

Entre um café e outro, devaneamos horas e foi inevitável que acabássemos falando de amor, palavra que está bem presente no novo CD. Curiosamente percebemos que estamos vivendo uma fase em comum, ressignificando o amor, seu peso e seu valor. A gente tende a ver o amor como "sim", como "renúncia", que “tudo suporta" - será? Aceitar e enxergar o amor onde o outro quer dar, nas pequenas coisas, e não exatamente onde a gente quer receber. Equilíbrio brando e honesto de se doar até onde dá, sem forçar e nem doer - amor tem que fazer bem!
 

O lançamento do clipe aconteceu na charmosa Casa do Fauno, eu fui assistir e me arrepiei em vários momentos do show. Em especial, em duas músicas que foram cantadas e desenvolvidas com parcerias femininas: “A Cura”, com Ana Clara, e “Nós”, com Malu Gadelha, quem tem apenas 17 anos. O futuro parece ser mesmo das mulheres, viu? Por aqui, já tá sendo!

No outro dia, de manhã cedinho, acordei cantarolando “Eu vi você dormir, eu vi o amor deitar, será que quando acordar, ainda caberá?". Deu uma vontade danada de ter um dia bom. A energia de otimismo que Natália vive, eu consegui sentir. Corri pro Spotfiy pra ouvir enquanto tomava café, e lembrei: ops, ainda vai ser lançado! 


Pra finalizar e lançar o álbum novo, com produção musical de Léo Chermont (Banda Strobo) e direção artística de Carlos Eduardo Miranda, Natália Matos lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Partio. O CD tá sendo vendido antecipadamente, e ainda tem várias outras recompensas legais. Sempre bom retribuir e se sentir parte da construção da carreira e dos sonhos dos artistas que a gente admira, né? Nesse período de abandono político pra cultura paraense, um coro lindo de pessoas faz acontecer a vibração de arte da cidade, que não para! Vamos contribuir!? 

* P.S.: O single “Sol” entrou em destaque de visualizações no Deezer, junto com grandes artistas nacionais. Já deu pra ver que essa garota não tá pra brincadeira, né?


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