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o mundo de Sofia

30.05.17

 #sofia coppola



Sofia Coppola foi lançada aos leões muito nova, ao assumir de cara um desafio sem tamanho: encarnar um dos personagens mais importantes da terceira parte de O Poderoso Chefão, obra prima de seu pai, Francis Ford Coppola.


Pra além da atuação questionável (Sofia foi vítima de inúmeras e sinceras críticas), no entanto, a jovem de 20 anos também se dedicava aos estudos de arte, amava moda e flertava ocasionamente com a carreira de atriz, mas nada que tivesse o peso e a repercursão de seu primeiro grande personagem. 


E eis que numa lição daquelas de "levantar a poeira e dar a volta por cima", 26 anos depois do fiasco como atriz, Sofia Coppola se consagra como uma das mais importantes diretoras de cinema de sua geração, ao levar pra casa seu prêmio mais importante e fazer história.


A americana ganhou o prêmio de melhor direção em Cannes com sua visão feminista do filme "O Estranho que nós amamos" e se tornou a segunda mulher a levar a palma de ouro nessa categoria na história, depois que a russa Yuliya Solntseva venceu em 1961.


Sofia é dona de uma assinatura pessoal íntima, através de uma lente delicada e feminina, mas sem inocência, misturando deleite estético, trilha irresistível e viagens existencialistas, como em Virgens Suicidas, Maria Antonieta e Encontros e Desencontros, que lhe rendeu o Oscar de melhor roteiro original.


Seu novo filme traz mais uma vez mulheres intrigantes, reunindo um casting de atrizes-fetiche como Nicole Kidman, Elle Fanning e Kristen Dunst, na refilmagem do drama que se passa durante a Guerra Civil americana, quando um soldado misterioso encontra abrigo numa escola só pra meninas.


Mas a história mais importante é a de uma mulher que encontrou o seu lugar ao sol. Grande Sofia! 
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