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quanto mais tropicália, melhor

18.08.17

 #tropicália



Há cinco décadas, um grupo de artistas ousados e inovadores redefiniu os valores da música brasileira e provocou uma verdadeira revolução musical e estética: a Tropicália. Tudo começou em 67 com o Festival de Música Popular Brasileira, na TV Record quando Caetano Veloso conquistou a juventude com o hino à liberdade de “Alegria, alegria”, e Gilberto Gil com “Domingo no Parque”, mesclando percussão, orquestra e o rock dos Mutantes.  

A juventude da época se identificou e o sucesso foi estrondoso. Eles promoveram uma mistura sem precedentes da música, juntando o rock psicodélico e a cultura popular, incluindo violinos, berimbaus e guitarras elétricas na mesma faixa. Tudo isso em meio a ditadura instaurada no Brasil. O lançamento do elepê “Tropicália ou panis et circensis”, em 1968, consolidou o movimento como uma das mais originais expressões sonoras do país.



Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) vai homenagear os  50 anos desse que é um dos movimentos de vanguarda mais importantes da nossa cultura, com o "Festival CCBB Quanto Mais Tropicália, Melhor", nos dias 18 e 19 de agosto,  a partir das 22h, na Praça do Centro Cultural Correios, no Centro do Rio de Janeiro. A banda Pato Fu, liderada por Fernanda Takai, vai mandar benzão arrebatar no dia 18, antes da cantora e compositora Céu trazer São Paulo e os ares "Tropix" pro palco. Na segunda noite, o batuque animado e carioca da Plap vai colocar todo mundo pra dançar, seguido pelo baiano Tom Zé, tropicalista por excelência, que vai cantar os seus sucessos em nome de todos que, junto com ele, sacudiram o país ao som de "Panis et circensis", "Baby", "Tropicália" e tantos outros sucessos.

Nos intervalos, o poeta Paulo Sabino vai recitar textos da época - um deles, escrito pelo designer Rogério Duarte. Tudo isso por ingressos a 
R$20.
 
"Um movimento capaz de transformar a cena artística de um país que ainda respirava a pólvora da ditadura, revelando nomes tão geniais que ainda são os nossos ídolos, merece esse tributo ao completar meio século. Convidamos artistas com assinaturas fortes, inspiradas nas tintas coloridas da Tropicália ", diz a curadora Monica Ramalho.


 
Além do festival, também rola a abertura da exposição "Tropicália, Um Disco Em Movimento", que abre as portas a partir do dia 18 no CCBB. A mostra faz um passeio pelo álbum-manifesto "Panis et Circerncis" através de uma abordagem multimídia contemporânea, e também traz algumas das importantíssimas obras de artistas como Gerchmann, Oiticica e Antonio Dias, e outros, expostas na mostra "Nova Objetividade Brasileira", de 1967, e que a partir dali inspirariam o movimento.

A gente também acredita que revisitar movimentos culturais é sempre importante. Assim como a Tropicália nos ensinou é preciso quebrar barreiras, inova e misturar. Bora se jogar nessa? Sim ou com certeza?! 
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